<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4040981232687578907</id><updated>2011-07-31T01:41:44.683-07:00</updated><title type='text'>Folha - III - Assinatura: Montefrio</title><subtitle type='html'>" Fernando Oliveira "</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>fernando oliveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_YmWtdGhM0mU/TMeCK3ZC1QI/AAAAAAAAA5M/KTwzD361Y7c/S220/spaulo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>16</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4040981232687578907.post-8300579902994968241</id><published>2010-05-13T21:42:00.001-07:00</published><updated>2010-05-13T21:42:58.738-07:00</updated><title type='text'>Testemunha</title><content type='html'>Olha. &lt;br /&gt;Viste a bandeira abismada no campo de batalha&lt;br /&gt;tão desfeita que não sabias a cor&lt;br /&gt;nem decifravas o sotaque dos gritos de dor.&lt;br /&gt;Era um vento tão forte que era mais que borrasca&lt;br /&gt;e sucumbiste &lt;br /&gt;e a lama foi o teu panteão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu estava lá abrigado na trincheira alagada&lt;br /&gt;chorando por ti.&lt;br /&gt;Não te vi morrer campeão&lt;br /&gt;mas como um prato vil que a terra come&lt;br /&gt;como te deu a panela do sustento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu que eras a humanidade&lt;br /&gt;a erva que pisavas eram os teus corpos&lt;br /&gt;e as preces que ditavas eram os teus medos.&lt;br /&gt;Eu apenas era o espectador na sala escura&lt;br /&gt;que olhava a tua evolução&lt;br /&gt;acção e contradição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha. &lt;br /&gt;Viste o sangue jorrar nos passos dum tango&lt;br /&gt;e o olhar de êxtase na face argentina &lt;br /&gt;da mãe dum novo fado.&lt;br /&gt;Eu estava lá ouvindo a música plangente&lt;br /&gt;que se misturava com as dores do parto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eras tu a humanidade&lt;br /&gt;que na noite misteriosa da catedral &lt;br /&gt;cantava as paixões agarrado à corda vertical&lt;br /&gt;- em versos mudos de submissão. &lt;br /&gt;Eu apenas olhava a destreza dos teus saltos &lt;br /&gt;assemelhando-se à dança dos chimpanzés.&lt;br /&gt;E nos teus lábios a tristeza da condição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou apenas a névoa dos teus olhos&lt;br /&gt;a hipótese das tuas lembranças&lt;br /&gt;a imagem cravada na janela dos teus pensamentos&lt;br /&gt;a ideia fixa de que estás só&lt;br /&gt;como humanidade que és.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sou o teu sono nem o teu rumo&lt;br /&gt;e se o céu é o teu chapéu&lt;br /&gt;eu sou teu amigo no cortejo que te ameaça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha. &lt;br /&gt;Viste o acidente do teu planeta&lt;br /&gt;aquela bola verde e azul que o sol coze e as nuvens inundam.&lt;br /&gt;Sentado numa pedra à beira dum regato&lt;br /&gt;eu ouvia uma ninfa de água doce tocando flauta&lt;br /&gt;quando te vi (tu) o aleijadinho do infortúnio calculado&lt;br /&gt;nos tapetes da habilidade manufactureira&lt;br /&gt;pedindo amnistia para o seu próprio pecado.&lt;br /&gt;Com uma mão preta e um braço que não tinha mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insulto da natureza ou erro da humanidade!&lt;br /&gt;cada vez que estendia a minha&lt;br /&gt;nada vias.&lt;br /&gt;Eu não tenho mão&lt;br /&gt;sou apenas a sombra que não podes apanhar&lt;br /&gt;com a mão válida.&lt;br /&gt;Pudera com a inválida!&lt;br /&gt;Sou (tu) sem saberes&lt;br /&gt;e como tal não me podes abraçar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Eras tu a humanidade&lt;br /&gt;e eu não era que a jurisdição da espécie que te criou&lt;br /&gt;um enigma que nem te sombreia &lt;br /&gt;nem te esgana o espírito. &lt;br /&gt;Não sou a canção da tua manhã ensonada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha. &lt;br /&gt;Viste a borboleta voar no tempo da sua morte&lt;br /&gt;a flor que não suportando o seu próprio perfume &lt;br /&gt;se suicida.&lt;br /&gt;Viste o grão rezado em todas as missas apodrecer no sótão&lt;br /&gt;e o santificado trovejar nas veias do inocente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu apenas sigo certos passos e o meu caminho também é cego&lt;br /&gt;não roubo o leite das crianças&lt;br /&gt;e o meu rosto não se pode ler.&lt;br /&gt;sou (tu) sem saberes que a humanidade tem mais alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha. &lt;br /&gt;Viste a etiqueta que o teu avô deixou&lt;br /&gt;e que dizia&lt;br /&gt;sê!&lt;br /&gt;Eu já não sou.&lt;br /&gt;Eu estava lá quando ele assinou&lt;br /&gt;com a cabeça irracional da velhice.&lt;br /&gt;Vivi aquele momento de louquice&lt;br /&gt;do senil que fora humanidade.&lt;br /&gt;Eu não era que o acréscimo imaginário&lt;br /&gt;o estrogénio do aspecto humano.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um dia morreres&lt;br /&gt;nem sequer saberei que estiveste&lt;br /&gt;na mesma humanidade que eu&lt;br /&gt;porque tu, eras eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu que nem sequer foste o meu sucedâneo&lt;br /&gt;nem a minha sombra nem o meu espírito.&lt;br /&gt;Tu que apenas foste (fomos) nas bordas da existência&lt;br /&gt;um sucedimento assente entre nós&lt;br /&gt;sem que fossemos humanidade inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho. &lt;br /&gt;Vi o enterro da humanidade&lt;br /&gt;naquele dia assombroso que o sol bebia a noite&lt;br /&gt;e a lua beijava a brancura.&lt;br /&gt;Naquele dia de pura loucura&lt;br /&gt;morri &lt;br /&gt;e tu por caridade fizeste cinzas de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se amanhã nascer não me lembrarei de ti.&lt;br /&gt;Não procurarei na água a mensagem que lá deixaste.&lt;br /&gt;Deixarei que ela corra até a foz da foz.&lt;br /&gt;E quando não houver mais água.&lt;br /&gt;Sem água não haverá mais história.&lt;br /&gt;E nem eu nem tu nos lembraremos de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montefrio (Fernando Oliveira)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4040981232687578907-8300579902994968241?l=montefriopoesias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/feeds/8300579902994968241/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4040981232687578907&amp;postID=8300579902994968241&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default/8300579902994968241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default/8300579902994968241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/2010/05/testemunha.html' title='Testemunha'/><author><name>fernando oliveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_YmWtdGhM0mU/TMeCK3ZC1QI/AAAAAAAAA5M/KTwzD361Y7c/S220/spaulo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4040981232687578907.post-9022023920082528967</id><published>2009-04-13T12:45:00.001-07:00</published><updated>2009-04-13T12:45:24.626-07:00</updated><title type='text'>O moço frívolo e a plebeia finada</title><content type='html'>O moço ainda é puro como as águas da primeira latência. &lt;br /&gt;Sedoso, intangível e ao mesmo tempo palpável. &lt;br /&gt;Afanoso na procura do concurso de anuência. &lt;br /&gt;Que o leve a campos de prélio de onde brote condestável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me deixes chorar a tua morte obscura &lt;br /&gt;Reabilita a tua face de cera, afasta a mortalha &lt;br /&gt;Vingarei o pecado da tua nascença impura &lt;br /&gt;Levo a teu avivar para as praças de batalha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mancebo é grácil; e o derriço exorbita-lhe os anseios. A exânime amante, que lhe envia olhares mudos, oculta-lhe a razão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De ti farei princesa, pelejarei até me escoar, braços e olhos sem receios. Na volta triunfante, me ofertarás os louros vertidos do teu coração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não interpeles os deuses, &lt;br /&gt;nem no teu sono me vejas derrotado. &lt;br /&gt;Despe-te do inerte pavor, &lt;br /&gt;acende movimentos nos olhos delicia. &lt;br /&gt;Encoraja o antagonista, &lt;br /&gt;que o meu fruir seja gládio coroado. &lt;br /&gt;Do meu corpo primaveril, &lt;br /&gt;jorram veias, que são lagos de perícia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrebatarei na terra fera &lt;br /&gt;à fêmea bera, os predicados de realeza. &lt;br /&gt;Na torre abjecta, enclausurarei a abelha-mestra, &lt;br /&gt;negra, vil e vencida. &lt;br /&gt;Nos conventos abertos, &lt;br /&gt;os sinos louvarão o teu evento de princesa. &lt;br /&gt;E no altar mor vestido de efémero herói, &lt;br /&gt;beijarei o teu rosto sem vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poefilo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montefrio&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4040981232687578907-9022023920082528967?l=montefriopoesias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/feeds/9022023920082528967/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4040981232687578907&amp;postID=9022023920082528967&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default/9022023920082528967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default/9022023920082528967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/2009/04/o-moco-frivolo-e-plebeia-finada.html' title='O moço frívolo e a plebeia finada'/><author><name>fernando oliveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_YmWtdGhM0mU/TMeCK3ZC1QI/AAAAAAAAA5M/KTwzD361Y7c/S220/spaulo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4040981232687578907.post-2499340314431389579</id><published>2009-04-06T22:01:00.000-07:00</published><updated>2009-04-06T22:02:00.130-07:00</updated><title type='text'>Ode para uma odalisca</title><content type='html'>O convite vem duma voz estriada de emoções resolutas e de solavancos de atrapalho, é longínquo, ou vem de perto? A musicalidade é impessoal, como um artigo ainda não inserido em jornal, mas adivinhado no espaço para ele destinado, o tom não é pedinte, talvez o resultar dum dia de insónias no estaleiro social, que chega aos meus ouvidos como uma doce súplica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aninha-te na minha alcova&lt;br /&gt;não me deixes no álgido aposento&lt;br /&gt;nua de sussurros...&lt;br /&gt;o corpo em espiral intumescido sem planos de desova&lt;br /&gt;O silêncio é um distúrbio que não aguento&lt;br /&gt;como o mar engodo de onda alta e de funda cova&lt;br /&gt;os meus peitos clamam barulhos e murros&lt;br /&gt;e o meu ventre é uma eira que encova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caricias possíveis de lábios, ou mãos multiplicadas, como os cabelos dum cometa em parque de abastecimento, deitado.&lt;br /&gt;Deita-te a meu lado, olhemos pelo telhado de vidro rasgado, as estrelas que contaremos assim prostrados. Nada mais peço que a tua quente companhia, que me ajudes no arrumo da contemplação do céu. Os meus olhos estão desajustados, sozinha, a visão que obtenho, é a de um espaço côncavo, sem linhas de leitura, minha continua tortura, nascida do último naufrágio. &lt;br /&gt;De quem foram porções e testemunhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apelo sai duma tela, onde riscos compõe um quase distinto rosto&lt;br /&gt;que se sobrepõe ao resto.&lt;br /&gt;Uma esquisse, envolta de roupagens fraldiqueiras&lt;br /&gt;no descerrar dum corpo composto&lt;br /&gt;de sedosas carnes brejeiras&lt;br /&gt;sem palpites no apresto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estende-te a meu lado, olhemos na mesma direcção e, captemos cada um no seu olho brincalhão, o reflicto da lua cheia, que dos teus para os meus eles ressaltem, ali os farei dançar como homenagem do teu concordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa-os passear nos meus seios&lt;br /&gt;como espevitados serpeios&lt;br /&gt;até escorregarem e encontrarem o alto da meia&lt;br /&gt;que distraída, deixo mostrar na coxa perdida na teia&lt;br /&gt;de sedas dispostas em diagramas&lt;br /&gt;tal formiga branca no tosco breu, com o pudor em chamas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regela os meus preceitos de manda-chuva cerimonial. Faz dos lençóis, folhas de parreira e da enxerga um arraial. Que o fogo estoire e o mobiliário dance, como figurinos de carnaval, até que o dia apareça deleitoso, como um cândido enxoval. &lt;br /&gt;Estira-te a meu lado, sem vínculo assinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas a confusão duma aliança&lt;br /&gt;nos toques de dedos em cabelos passeantes&lt;br /&gt;como os meus ancestrais o faziam nos baptismos serenos&lt;br /&gt;longínquos antes&lt;br /&gt;com pedras nos sovacos morenos&lt;br /&gt;que me acossam ainda nos dias de temperança.&lt;br /&gt;Os festins nómadas, ao som de liras transparentes&lt;br /&gt;que tocavam cavaleiros aprestados em cavalos de olhos luzentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acama-te a meu lado, com o cheiro do teu corpo, abafarei o fado antigo, comporei com os meus toques ardilosos, uma canção de acalento, que na alcova dançarei contigo.&lt;br /&gt;Olha o teto ferido pelos gritos amargos de outro terço, deixa fluir o veio dos teus pensamentos, que encontrem os meus tempos de criança e, por um curto espaço de tempo, joguemos à macaca, ou à cabra cega e, no inocente jogo, rouba-me o beijo, que hoje o teu longínquo poiso nega.&lt;br /&gt;O imploro vem dum espaço físico, ou nasceu do meu parido desejo carnal? Como um assunto fundador de romance medieval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem para o meu lado; agora a voz é mais vagabunda&lt;br /&gt;quase um bafejar de barregã devassa&lt;br /&gt;que uma corrente de cintilo as pernas inunda.&lt;br /&gt;Recebo-to na minha cidade, ou na minha aldeia, um lauto pôr de argamassa&lt;br /&gt;na minha mais rica escudela.&lt;br /&gt;Levo-te a passear e tomo-to as mãos, que arrastarei para uma improvável viela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que guarde ainda, o grito de qualquer mãe-d'égua saudosa de condestável, onde a luz de alguma candeia, deixe refulgir o fantasma do último amor acabado, ao som duma velha guitarra, que deixa escorrer o estribilho na calçada, depois do fado abafado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivamos por instantes os lamentos das almas feridas, implorando que não sejam as nossas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem para o meu lado!... Parecia ainda suplicar a voz, como um já esbatido timbre, logo que possas. Sei, que não sabes onde moro, nem quem sou!... Sou odalisca de outra era, que se desvanece de dia e, de noite te espera...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: ensaio, os tempos, os espaços, os argumentos e os personagens, são voluntariamente redigidos em termos anacrónicos. Os três pontos no final, significam que o ode é evolutivo, portanto um texto vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montefrio (Fernando Oliveira)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4040981232687578907-2499340314431389579?l=montefriopoesias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/feeds/2499340314431389579/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4040981232687578907&amp;postID=2499340314431389579&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default/2499340314431389579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default/2499340314431389579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/2009/04/ode-para-uma-odalisca.html' title='Ode para uma odalisca'/><author><name>fernando oliveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_YmWtdGhM0mU/TMeCK3ZC1QI/AAAAAAAAA5M/KTwzD361Y7c/S220/spaulo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4040981232687578907.post-1010971234408670866</id><published>2009-03-30T20:48:00.001-07:00</published><updated>2009-03-30T20:48:22.001-07:00</updated><title type='text'>Femme</title><content type='html'>Senhora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vos sois a minha trindade física&lt;br /&gt;o beijo &lt;br /&gt;o abraço e o concúbito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos vossos braços &lt;br /&gt;o meu peito se deleita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vossos beijos são pétalas lanígeras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vaso &lt;br /&gt;recipiente de anarquias luarentas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperai na alcova pela minha mónade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhora diáfana &lt;br /&gt;de somático concreto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montefrio&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4040981232687578907-1010971234408670866?l=montefriopoesias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/feeds/1010971234408670866/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4040981232687578907&amp;postID=1010971234408670866&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default/1010971234408670866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default/1010971234408670866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/2009/03/femme.html' title='Femme'/><author><name>fernando oliveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_YmWtdGhM0mU/TMeCK3ZC1QI/AAAAAAAAA5M/KTwzD361Y7c/S220/spaulo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4040981232687578907.post-3364648814090362721</id><published>2009-03-28T20:27:00.000-07:00</published><updated>2009-03-28T20:28:34.167-07:00</updated><title type='text'>À minha amiga " castanha "</title><content type='html'>Lembro-me!... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um dia estarmos juntos&lt;br /&gt;eu e tu&lt;br /&gt;o cão e a árvore&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais contava que o nosso conexo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não haviam céus mansos&lt;br /&gt;nem rios bravos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só a árvore e o cão &lt;br /&gt;mais tu e eu &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haviam romarias ao redor de nós&lt;br /&gt;que enchiam os ares de trovas celtas&lt;br /&gt;que o bombo e o acordeão sorviam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo isso era outro mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas tu e o cão &lt;br /&gt;a árvore e eu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como numa ilha coberta de guitarras mansas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quão bela eras &lt;br /&gt;na primeira apalpada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morena de assar&lt;br /&gt;tal fruto de galhos tenros&lt;br /&gt;coberta de picos&lt;br /&gt;que o cão amansava&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No vestido despido &lt;br /&gt;depois só veludo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol descaía como um triste entrudo&lt;br /&gt;quando te dispus na fogueira ansiosa&lt;br /&gt;onde tu pulaste como uma ruiva bravia &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só tu e eu &lt;br /&gt;o cão adulterava a árvore!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O patusco tremor na primeira trincada&lt;br /&gt;um gole de vinho &lt;br /&gt;na goela já quente &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o cão que ladrava cheio de ciúmes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Castanha amiga &lt;br /&gt;como eras moscada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No São Martinho do nosso todo dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montefrio&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4040981232687578907-3364648814090362721?l=montefriopoesias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/feeds/3364648814090362721/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4040981232687578907&amp;postID=3364648814090362721&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default/3364648814090362721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default/3364648814090362721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/2009/03/minha-amiga-castanha.html' title='À minha amiga &quot; &lt;em&gt;castanha&lt;/em&gt; &quot;'/><author><name>fernando oliveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_YmWtdGhM0mU/TMeCK3ZC1QI/AAAAAAAAA5M/KTwzD361Y7c/S220/spaulo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4040981232687578907.post-6559470849601143810</id><published>2009-03-27T15:34:00.001-07:00</published><updated>2009-03-27T15:34:47.246-07:00</updated><title type='text'>Aprendiz feiticeiro</title><content type='html'>Semeei um campo de deusas&lt;br /&gt;e outro de diabretes&lt;br /&gt;e não colhi nada&lt;br /&gt;Que angústia danada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem ventos bentos&lt;br /&gt;nem maus ares&lt;br /&gt;Nem sequer bendizeres&lt;br /&gt;ou azares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que camponês sou eu&lt;br /&gt;Talvez maltês&lt;br /&gt;Que ensopou a semente na piada&lt;br /&gt;E a escondeu nalguma vasilha revês&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde só florescem fumos de lembretes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montefrio&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4040981232687578907-6559470849601143810?l=montefriopoesias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/feeds/6559470849601143810/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4040981232687578907&amp;postID=6559470849601143810&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default/6559470849601143810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default/6559470849601143810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/2009/03/aprendiz-feiticeiro.html' title='Aprendiz feiticeiro'/><author><name>fernando oliveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_YmWtdGhM0mU/TMeCK3ZC1QI/AAAAAAAAA5M/KTwzD361Y7c/S220/spaulo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4040981232687578907.post-8861009421634191432</id><published>2009-02-23T21:50:00.000-08:00</published><updated>2009-02-23T21:56:35.175-08:00</updated><title type='text'>A giesta de Montefrio</title><content type='html'>Minha Senhora - que não conheço -  honra-me a vossa homenagem. &lt;br /&gt;Se sou cruel monte, &lt;br /&gt;preenchido de ríspidas torgas que bamboam, &lt;br /&gt;na aragem das estações, que se sobrepõe em feixes de tempos, com inépcia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um organismo velho, com a antiga Grécia.&lt;br /&gt;Já sem escolhos de descoberta... as minhas ilhas são áridas&lt;br /&gt;e as minhas faces espadas de actas revolvidas,&lt;br /&gt;peles esquálidas,&lt;br /&gt;mal estendidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As minhas barbas; são quase o tapete que vos leva às praias do vosso gozo&lt;br /&gt;- diletante feitura -, na vertente abrupta, que espera espaço de pouso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta-me o vento, que açoteia e varre o meu cume&lt;br /&gt;- de quente que era -. Sou frio como a manjedoura do ciúme&lt;br /&gt;oferta à criança, &lt;br /&gt;que animais escondiam, &lt;br /&gt;porque sem pai,&lt;br /&gt;a mãe, &lt;br /&gt;remava na vergonha do provável incesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roma e Atenas. Era tudo terra de manifesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi no meu monte álgido que enterra a cruz e cai.&lt;br /&gt;Morre na carne e, nasce no dogma de profundas cicatrizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carreiros infames, lençóis crus de meretrizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No repasto universal. Minha Senhora. &lt;br /&gt;Sou encovado, como o meu pai primeiro, antes de ser levantado&lt;br /&gt;por qualquer trejeito dum diabo ou dum deus.&lt;br /&gt;Que me fez monte inteiro. &lt;br /&gt;Afilhado dos Pirinéus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais me honra que a vossa referência ao monte&lt;br /&gt;do cristo literato. Chorado ou atado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou a ante-fonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E da sua cruz de tormentos algentes...&lt;br /&gt;não quero. Nem os seus espinhos, nem os seus poentes.&lt;br /&gt;A minha farrapada, é de ser monte.&lt;br /&gt;A dele, era de ser fonte.&lt;br /&gt;- A cada um a sua cruz, minha Senhora &lt;br /&gt;chorosa madalena, que ninguém namora -. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou ainda poeira de mãe de peitos montanhosos&lt;br /&gt;que morreu quase ignara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o vulgar dos tuberculosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viaje nos meus pés, ignore os meus contrafortes.&lt;br /&gt;Sou encabeçado, abelhudo e sem sortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Àlgebra, Senhora... sou ainda, sem soma. Nos pedregulhos&lt;br /&gt;que atormentam os vossos pés luxuosos embrulhos&lt;br /&gt;nas minhas esmagadas. Sem culpa,  - fráguas -&lt;br /&gt;Onde recebo então as vossas pragas, como baldes de sujas águas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda no seio de qualquer dos meus montículos,&lt;br /&gt;passeiam restos de antigos animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que sugo o sangue das bestas, como os arcaicos canibais.&lt;br /&gt;Não creiais, Senhora. São disparates da era moderna.&lt;br /&gt;No fundo. Não sou que uma falhada cisterna.&lt;br /&gt;As águas escorregam-se-me para sopés doutros sonhos.&lt;br /&gt;Recebo apenas como carinhos. Sopros de fantasmas medonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sois cruel, Senhora. Tratando-me de antepassado!.&lt;br /&gt;Antepassados eram os bois da minha avó que só lavravam o terreiro já lavrado.&lt;br /&gt;Cornudas bestas, que mataram o amor que lhes pedia demasiado suor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É do mundo a poeira do monte frio.&lt;br /&gt;No meu seio, não espere Senhora. Que golfadas de calafrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, Senhora, minha Senhora, doce Senhora. &lt;br /&gt;Quisera eu ser Creta.&lt;br /&gt;Alta como o Zefos que vos espreita na suspeita do pecado Celta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se voareis dos meus altos, para os baixos buracos impuros&lt;br /&gt;de abraços pesados como murros.&lt;br /&gt;Tende cuidado senhora. &lt;br /&gt;Levai aselhas de chumbeira.&lt;br /&gt;Para cairdes mais depressa, na fornalha desta aviltada eira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envio-vos poeira solta, como folha de recados.&lt;br /&gt;Fechai os olhos ao soletrar os meus versos falhados. &lt;br /&gt;Nas minhas mãos. Possuo uma encarniçada giesta gelada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afastai-vos do meu alcance, podereis levar vergastada. &lt;br /&gt;Senhora de desafio e brio.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Que é dona de Monte Frio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montefrio&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4040981232687578907-8861009421634191432?l=montefriopoesias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/feeds/8861009421634191432/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4040981232687578907&amp;postID=8861009421634191432&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default/8861009421634191432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default/8861009421634191432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/2009/02/giesta-de-montefrio.html' title='A giesta de Montefrio'/><author><name>fernando oliveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_YmWtdGhM0mU/TMeCK3ZC1QI/AAAAAAAAA5M/KTwzD361Y7c/S220/spaulo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4040981232687578907.post-2236653482287595808</id><published>2009-02-11T20:47:00.001-08:00</published><updated>2009-02-11T20:49:34.515-08:00</updated><title type='text'>Morre como um homem</title><content type='html'>Precisamos de despertar todas as manhãs&lt;br /&gt;sem remédios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos de acordar embalados de impetuosidade &lt;br /&gt;com o culto nos dentes&lt;br /&gt;e a boca discreta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a razão embebida de ousadia&lt;br /&gt;e a loucura nos braços&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquecer os bailes da noite seguinte&lt;br /&gt;dançar na escuridão do espaço que não reconhece o corpo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pensar na prostituição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças ainda não acordaram&lt;br /&gt;e a mãe não tem leite &lt;br /&gt;nem pão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos de despertar todas as manhãs &lt;br /&gt;sem remédios&lt;br /&gt;acordar embalados de raiva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com as orelhas moucas&lt;br /&gt;e o nariz galanteador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquecer o turbilhão da noite seguinte&lt;br /&gt;partir as rochas que alimentam o cadáver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pensar na redenção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos de acordar para procurar o pão&lt;br /&gt;que temos de dar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos grãos que semeamos&lt;br /&gt;nas trompas dum amor tão belo que nos fez deitar na ilusão&lt;br /&gt;dum dormir calmo&lt;br /&gt;e um levantar num lago de luz fresca com algas de união&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos de despertar todas as manhãs&lt;br /&gt;sem remédio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreremos com sono&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sono imenso &lt;br /&gt;enleado nos sonhos enterrados&lt;br /&gt;nas fibras da corda do nosso destino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como nos pediram&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montefrio&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4040981232687578907-2236653482287595808?l=montefriopoesias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/feeds/2236653482287595808/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4040981232687578907&amp;postID=2236653482287595808&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default/2236653482287595808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default/2236653482287595808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/2009/02/morre-como-um-homem.html' title='Morre como um homem'/><author><name>fernando oliveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_YmWtdGhM0mU/TMeCK3ZC1QI/AAAAAAAAA5M/KTwzD361Y7c/S220/spaulo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4040981232687578907.post-5537537851501262095</id><published>2009-02-08T20:37:00.001-08:00</published><updated>2009-02-09T17:29:05.767-08:00</updated><title type='text'>Se és filho de antigos</title><content type='html'>Se és filho de antigos, saibas que houveram mais antigos;&lt;br /&gt;antigos de antigos, até chegar a Jápeto, parente próximo do Caos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- E não és senão um demais&lt;br /&gt;uma enzima do acaso&lt;br /&gt;que podre volta para o cais&lt;br /&gt;por se ter esgotado o caso -&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E o caminho que fizeste é o traçado pelos teus pais, pelos pais dos teus pais e tantos pais que jamais saberás os teus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até chegar a Jápeto - que dorme nos braços de Hades, que é correctivo do Caos -&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- E não foste que artefacto&lt;br /&gt;uma lousa com sinais&lt;br /&gt;ténue faísca do facto&lt;br /&gt;donde a causa era demais - &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;És filho de Géa como a cobra, o olho-de-boi e o escorpião, como os indómitos insectos; o teu espelho feminino e os calhaus que cobrem a tua podre Pandora&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- E não és que uma coisa&lt;br /&gt;metamorfoseada em banal&lt;br /&gt;uma régua que em ti poisa&lt;br /&gt;ínfima virgula num jornal -&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;És filho de deuses se fores filho de antigos, que foram filhos de antigos, e eram deuses;&lt;br /&gt;farás deuses como te fizeram.&lt;br /&gt;És homem-deus, como os deuses foram homens serás antigo, &lt;br /&gt;como os antigos foram deuses&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A tua existência espalha-se no Chronos, de metamorfose em metamorfose, segundo a sina das três Graças.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Se és filho de antigos, como os antigos, és idiossincrático; marinheiro ou fura-vidas, juiz ou vinhateiro. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E a tua irmã é a deusa do sol, da poupança e da exuberância, da beleza e da discrepância &lt;br /&gt;com quem casarás e farás deuses modernos que advirão antigos, para aqueles que são modernos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que serão deuses e deusas, que advirão ovos de Pandora &lt;br /&gt;e darão lugar a outros deuses,&lt;br /&gt;até mais não haver ecos, na caixa de Pandora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que perderia a graça, se mais houvera.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Se és antigo, filho de antigos, tão antigos, que  as tais Graças; Eufrosina, Aglaé e Tália, que eram as deusas do banquete, da dança, de todas as diversões sociais e das belas-artes. Que eram tuas antigas mães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És antigo filho destas graças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então és filho de antigos, imortal, pai e mãe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus filho da antiguidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montefrio&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4040981232687578907-5537537851501262095?l=montefriopoesias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/feeds/5537537851501262095/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4040981232687578907&amp;postID=5537537851501262095&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default/5537537851501262095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default/5537537851501262095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/2009/02/se-es-filho-de-antigos.html' title='Se és filho de antigos'/><author><name>fernando oliveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_YmWtdGhM0mU/TMeCK3ZC1QI/AAAAAAAAA5M/KTwzD361Y7c/S220/spaulo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4040981232687578907.post-1509877027233202160</id><published>2009-02-07T18:47:00.000-08:00</published><updated>2009-02-07T18:51:27.471-08:00</updated><title type='text'>A cabeça da senhora</title><content type='html'>Senhora &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fosse piloto de avião&lt;br /&gt;despenhava-me na vossa cabeça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No risco que desenhais &lt;br /&gt;nas manhãs de preparo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria o espião dos vossos pensamentos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos cabelos bondosos em que me despenharia&lt;br /&gt;uma causa perfumada e acolhedora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transformava-me em piolho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informava o controle de que não havia mais voo&lt;br /&gt;que tinha pousado entre uma testa e um fim de nuca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vedes o panorama &lt;br /&gt;senhora &lt;br /&gt;Indultar-me na sua crista de mulher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ali morar entre os escolhos do acidente&lt;br /&gt;na zona mais sensível do vosso casco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois passear no vosso corpo piloso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro os pelos das mulheres&lt;br /&gt;pediria que nunca lavásseis a cabeça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou alérgico ao sabão &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se um dia senhora &lt;br /&gt;ficásseis careca&lt;br /&gt;Levantava novo voo &lt;br /&gt;para outro toutiço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto &lt;br /&gt;teria reconstruído um novo avião&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comandante avisado vale por dois&lt;br /&gt;e mulher careca não tem gosto de mulher &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria muito de vós senhora &lt;br /&gt;mas sem cabelos não&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guardai todas as moitas encabeladas&lt;br /&gt;mas arredai o sabão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preparai a cabeça senhora &lt;br /&gt;fazei um belo carreiro &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já lancei o alerta &lt;br /&gt;vou-me despenhar…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montefrio&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4040981232687578907-1509877027233202160?l=montefriopoesias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/feeds/1509877027233202160/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4040981232687578907&amp;postID=1509877027233202160&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default/1509877027233202160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default/1509877027233202160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/2009/02/cabeca-da-senhora.html' title='A cabeça da senhora'/><author><name>fernando oliveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_YmWtdGhM0mU/TMeCK3ZC1QI/AAAAAAAAA5M/KTwzD361Y7c/S220/spaulo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4040981232687578907.post-4254633645862429872</id><published>2009-02-05T16:30:00.000-08:00</published><updated>2009-02-05T16:31:29.303-08:00</updated><title type='text'>Madame</title><content type='html'>Senhora &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se passardes para os lados dos meus domínios &lt;br /&gt;e quiserdes deixar uma mensagem arrebatadora &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expressai-vos sempre &lt;br /&gt;com muita delicadeza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha criada &lt;br /&gt;é a lavradora dos meus escrutínios&lt;br /&gt;que espera que lhe braceje a peitada &lt;br /&gt;sempre acesa &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saibais &lt;br /&gt;que é a vós &lt;br /&gt;que amo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Egrégia Senhora &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montefrio&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4040981232687578907-4254633645862429872?l=montefriopoesias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/feeds/4254633645862429872/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4040981232687578907&amp;postID=4254633645862429872&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default/4254633645862429872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default/4254633645862429872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/2009/02/madame.html' title='Madame'/><author><name>fernando oliveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_YmWtdGhM0mU/TMeCK3ZC1QI/AAAAAAAAA5M/KTwzD361Y7c/S220/spaulo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4040981232687578907.post-5069284630843552735</id><published>2009-02-03T18:36:00.000-08:00</published><updated>2009-02-03T18:38:20.704-08:00</updated><title type='text'>Aprendiz feiticeiro</title><content type='html'>Semeei um campo de deusas &lt;br /&gt;e outro de diabretes &lt;br /&gt;e não colhi nada &lt;br /&gt;Que angústia danada &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Nem ventos bentos &lt;br /&gt;nem maus ares &lt;br /&gt;Nem sequer bendizeres &lt;br /&gt;ou azares &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Que camponês sou eu &lt;br /&gt;Talvez maltês &lt;br /&gt;Que ensopou a semente na piada &lt;br /&gt;E a escondeu nalguma vasilha revês &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Onde só florescem fumos de lembretes &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Montefrio&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4040981232687578907-5069284630843552735?l=montefriopoesias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/feeds/5069284630843552735/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4040981232687578907&amp;postID=5069284630843552735&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default/5069284630843552735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default/5069284630843552735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/2009/02/aprendiz-feiticeiro.html' title='Aprendiz feiticeiro'/><author><name>fernando oliveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_YmWtdGhM0mU/TMeCK3ZC1QI/AAAAAAAAA5M/KTwzD361Y7c/S220/spaulo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4040981232687578907.post-3043434801942105811</id><published>2009-01-31T18:37:00.000-08:00</published><updated>2009-01-31T18:39:02.443-08:00</updated><title type='text'>A bruxa e a lambreta</title><content type='html'>Nada é mais gentil do que uma bruxa irada&lt;br /&gt;que perdeu a vassoura num liça de magia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem transporte&lt;br /&gt;a barregã é mais acessível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvo a fradesca que olha o umbigo no baú&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carreira depois &lt;br /&gt;na dádiva da amabilidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bruxa que era feia; e de má conferência&lt;br /&gt;pôs uma meia&lt;br /&gt;que lhe alinda a perna fina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calçou uma lambreta com um lenço na nuca &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada é mais sensual &lt;br /&gt;que uma bruxa caduca&lt;br /&gt;que rola a mecânica na procura do efebo&lt;br /&gt;um poema no bolso &lt;br /&gt;para assoar um só nariz&lt;br /&gt;e uma malha de meia caída &lt;br /&gt;como referência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de vê-la agora estacionada no adro da igreja&lt;br /&gt;com uma perna no guiador e outra no pedal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até um padre dele &lt;br /&gt;reza o acólito &lt;br /&gt;ao vê-la assim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mostrar a magia &lt;br /&gt;que pensava bruxaria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montefrio&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4040981232687578907-3043434801942105811?l=montefriopoesias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/feeds/3043434801942105811/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4040981232687578907&amp;postID=3043434801942105811&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default/3043434801942105811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default/3043434801942105811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/2009/01/bruxa-e-lambreta.html' title='A bruxa e a lambreta'/><author><name>fernando oliveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_YmWtdGhM0mU/TMeCK3ZC1QI/AAAAAAAAA5M/KTwzD361Y7c/S220/spaulo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4040981232687578907.post-1507351158231043775</id><published>2009-01-26T16:53:00.000-08:00</published><updated>2009-01-29T18:14:10.481-08:00</updated><title type='text'>Barro para a artesã</title><content type='html'>Senhora, antes de o amares&lt;br /&gt;saibais!... &lt;br /&gt;Não é uma gravura&lt;br /&gt;do vosso quarto&lt;br /&gt;Antes, esparzo, do vosso fito&lt;br /&gt;aparto,&lt;br /&gt;Que no quimérico, por ele &lt;br /&gt;chamais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A semente&lt;br /&gt;do vosso destino lauto&lt;br /&gt;Dizeis &lt;br /&gt;que é um excelso contagiar&lt;br /&gt;o brandão&lt;br /&gt;que alumia o vosso deitar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o dele, sorriso &lt;br /&gt;expansivo incauto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guarde-se&lt;br /&gt;dum improvável ganho&lt;br /&gt;O mancebo&lt;br /&gt;não é colher de estanho&lt;br /&gt;Mas malga de barro fresco &lt;br /&gt;a cuidar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhora&lt;br /&gt;nas vossas mãos se entrega&lt;br /&gt;Confeccione-o num ninho&lt;br /&gt;sem refrega&lt;br /&gt;E deite-o no seu ardente colo&lt;br /&gt;a mamar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montefrio&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4040981232687578907-1507351158231043775?l=montefriopoesias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/feeds/1507351158231043775/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4040981232687578907&amp;postID=1507351158231043775&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default/1507351158231043775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default/1507351158231043775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/2009/01/barro-para-artesa.html' title='Barro para a artesã'/><author><name>fernando oliveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_YmWtdGhM0mU/TMeCK3ZC1QI/AAAAAAAAA5M/KTwzD361Y7c/S220/spaulo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4040981232687578907.post-6396134714985807587</id><published>2009-01-26T16:50:00.001-08:00</published><updated>2009-01-26T16:50:51.000-08:00</updated><title type='text'>A senhora e o mostrador</title><content type='html'>Insigne senhora &lt;br /&gt;serei frontal na minha petição &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero cilindros de massa &lt;br /&gt;na casa do poeta &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agarrai os membros contíguos ao seu &lt;br /&gt;coração &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descabelai a pinha &lt;br /&gt;mas deixai aquele na gaveta &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;A minha cabeça é sonsa &lt;br /&gt;precisa de ares musicais &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ficar despida mas inteira &lt;br /&gt;não ficará estroina &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poupai o predilecto &lt;br /&gt;oferecendo-lhe verdadeiros ais &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num entresseio &lt;br /&gt;ide à praça resgatar uma boina &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Conspícua, mas nobre senhora &lt;br /&gt;Poetas, poetas  &lt;br /&gt;amor à parte &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A literatura é filha de árvores &lt;br /&gt;de floresta caldeada &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vaga é a fama, amai o homem &lt;br /&gt;deixai o poeta aparte &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não façais do amor teorema &lt;br /&gt;e sereis bem honrada &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Montefrio&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4040981232687578907-6396134714985807587?l=montefriopoesias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/feeds/6396134714985807587/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4040981232687578907&amp;postID=6396134714985807587&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default/6396134714985807587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default/6396134714985807587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/2009/01/senhora-e-o-mostrador.html' title='A senhora e o mostrador'/><author><name>fernando oliveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_YmWtdGhM0mU/TMeCK3ZC1QI/AAAAAAAAA5M/KTwzD361Y7c/S220/spaulo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4040981232687578907.post-4069172271800380301</id><published>2009-01-26T14:04:00.000-08:00</published><updated>2009-01-26T15:05:12.689-08:00</updated><title type='text'>A fada e o cabeludo</title><content type='html'>Ao mancebo já um tanto ou quanto recesso&lt;br /&gt;aconteceu recentemente uma coisa engraçada&lt;br /&gt;foi visitado por uma fada com varinha&lt;br /&gt;que não é muito alta nem muito baixinha&lt;br /&gt;mas que o pôs de tal maneira possesso&lt;br /&gt;que todos os dias vê a auspiciada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em reais jardins de fora, dançando nua&lt;br /&gt;a varinha empoando elogios com pó inefável&lt;br /&gt;que atinge no longe o cabeça-de-prego&lt;br /&gt;e lhe transforma os cabelos de labrego&lt;br /&gt;em fios de cometa que chegam à rua&lt;br /&gt;e lhe fornecem um ar bem agradável&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Criou um mar de palavras um rio de beijos&lt;br /&gt;mágica como a musa tem duas pernas de meia&lt;br /&gt;um lago de sorrisos uma cascata de abraços&lt;br /&gt;dois pés em movimento para idílicos espaços&lt;br /&gt;canta como uma diva toca pianos e realejos&lt;br /&gt;é linda tem cabelos de oiro e olhos de sereia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montefrio&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4040981232687578907-4069172271800380301?l=montefriopoesias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/feeds/4069172271800380301/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4040981232687578907&amp;postID=4069172271800380301&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default/4069172271800380301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4040981232687578907/posts/default/4069172271800380301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montefriopoesias.blogspot.com/2009/01/fada-e-o-cabeludo.html' title='A fada e o cabeludo'/><author><name>fernando oliveira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_YmWtdGhM0mU/TMeCK3ZC1QI/AAAAAAAAA5M/KTwzD361Y7c/S220/spaulo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
